A morte de Eduardo Massoli Braga, chefe de gabinete da Secretaria de Agricultura de Imperatriz, nesta terça-feira (22) após um acidente durante uma carreata realizada no município de Riachão, revela uma prática ilegal nesta campanha eleitoral por parte do prefeito de Impetratiz, Rildo Amaral, do PP.
O gestor tem arregimentado dezenas de servidores públicos municipais comissionados para participar de ato político em pleno horário de expediente.
Nesta manhã, conforme apuração do Blog do Domingos Costa, foram mais de 60 funcionários comissionados da gestão Rildo Amaral que deixam seus postos de trabalho e tiveram de ir participar do ato de campanha de Braide na cidade de Riachão.
Não apenas o chefe de gabinete da Secretaria de Agricultura, Eduardo Massoli Braga, que perdeu a vida, e também o procurador-geral, Solon Rodrigues dos Anjos Neto, que está ferido, mas também outros tantos funcionários da prefeitura de Imperatriz deixaram de cumprir expediente para participar de agenda de campanha do candidato ao governo apoiado pelo chefe do Executivo municipal.
Falta de organização e segurança para os participantes, entre eles, dezenas de servidores da prefeitura de Imperatriz em pleno horário de expediente, causaram a morte do Eduardo Massoli Braga, e deixou gravemente ferido o procurador-geral do Município de Imperatriz, Solon Rodrigues dos Anjos Neto.
Eduardo Massoli Braga era chefe de gabinete da Secretaria de Agricultura de Imperatriz e a mando do prefeito Rildo Amaral, foi participar de ato político em Riachão, acabou morrendo em acidente com o trio elétrico.
O chefe de gabinete da Secretaria de Agricultura de Imperatriz, Eduardo Massoli Braga, morreu nesta terça-feira (22) após um acidente durante uma carreata realizada no município de Riachão, no Maranhão.
Segundo informações preliminares, o trio elétrico utilizado no evento teria apresentado uma falha nos freios e atingido pessoas que participavam do ato político. As circunstâncias do acidente ainda deverão ser apuradas.
Além de Eduardo Massoli Braga, o procurador-geral do Município de Imperatriz, Solon Rodrigues dos Anjos Neto, também foi atingido durante o acidente. Ele sofreu um corte e uma forte pancada na perna, recebeu atendimento médico em Riachão e, posteriormente, foi encaminhado para Imperatriz.
O acidente aconteceu durante uma agenda política do ex-prefeito de São Luís e candidato ao governo do Maranhão, Eduardo Braide (PSD). Após o ocorrido, a campanha informou a suspensão das atividades previstas para esta terça-feira e quarta-feira.
– Servidores em horário de expediente
A morte de Eduardo Massoli Braga revela uma prática ilegal nesta campanha eleitoral por parte do prefeito de Impetratiz, Rildo Amaral, do PP. O gestor tem arregimentado dezenas de servidores públicos municipais comissionados para participar de ato político em pleno horário de expediente.
Não apenas o chefe de gabinete da Secretaria de Agricultura, Eduardo Massoli Braga, que perdeu a vida, e também o procurador-geral, Solon Rodrigues dos Anjos Neto, que está ferido, mas também outros tantos funcionários da prefeitura de Imperatriz deixaram de cumprir expediente para participar de agenda de campanha do candidato ao governo apoiado pelo chefe do Executivo municipal.
Ação cumpre 39 ordens judiciais em cinco estados no âmbito de investigação sobre grupo criminoso suspeito de causar prejuízo superior a R$ 6,5 milhões aos cofres públicos
Foram identificados 172 benefícios potencialmente fraudulentos e um prejuízo de aproximadamente R$ 6,57 milhões.
A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (22/9), a Operação Laudo Cego, com o objetivo de combater um grupo criminosa suspeito de obter e de manter fraudulentamente benefícios previdenciários por incapacidade temporária.
A ação é coordenada pela PF e integra a Força-Tarefa Previdenciária, com a participação da Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social do Ministério da Previdência Social.
São cumpridos 39 mandados de busca e apreensão em São Luís, Paço do Lumiar, São José de Ribamar, Pinheiro, Santa Helena, Palmeirândia, Presidente Sarney, Presidente Juscelino e Brejo, no Maranhão, além dos municípios de Santa Rosa/RS, Cotia/SP, Parauapebas/PA, Parnaíba/PI e Ubajara/CE.
Também foram determinadas medidas de afastamento dos sigilos bancário e fiscal, proibição de contato entre os investigados e constrição de bens e valores, com a finalidade de assegurar eventual ressarcimento dos prejuízos causados aos cofres públicos.
A Operação Laudo Cego é um desdobramento da Operação Camisaria. As investigação tiveram início após identificação de indícios de um esquema votlado para a concessão indevida de benefícios previdenciários.
Segundo a apuração, o grupo teria como integrantes servidores públicos, profissionais da saúde, contadores, empresários e intermediários. Entre as práticas investigadas, estão a emissão de laudos médicos falsos, a criação de vínculos empregatícios fictícios, a inserção de informações fraudulentas nos sistemas previdenciários, o recrutamento de beneficiários e a movimentação dos valores obtidos ilicitamente.
Até o momento, foram identificados 172 benefícios potencialmente fraudulentos, bem como um prejuízo de aproximadamente R$ 6,57 milhões aos cofres públicos.
Os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de estelionato previdenciário, falsificação de documento público, inserção de dados falsos em sistema de informações, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Após manifestação formulada pela Promotoria na primeira instância, Ministério Público leva caso ao Tribunal de Justiça e atua pelo afastamento cautelar de Júnior Garimpeiro por até 90 dias.
MP pede o afastamento de Júnior Garimpeiro do cargo.
O Ministério Público do Estado do Maranhão (MPMA) decidiu levar ao Tribunal de Justiça uma disputa que envolve a administração de Centro Novo do Maranhão e uma licitação de mais de R$ 18 milhões destinada à recuperação de estradas vicinais. Nesta terça-feira (22), foi protocolado um Agravo de Instrumento com pedido de tutela recursal de urgência, por meio do qual o órgão ministerial tenta reverter a decisão que negou o afastamento cautelar do prefeito Joedson Almeida dos Santos.
O recurso foi distribuído no TJMA sob o nº 0830017-25.2026.8.10.0000, para o gabinete do desembargador Jorge Rachid Mubárack Maluf, na Seção de Direito Público.
O movimento representa um novo capítulo de uma controvérsia iniciada na Justiça de Maracaçumé e que agora chega ao segundo grau.
– O cerne: uma licitação de R$ 18.017.499,34
No centro da discussão está o Processo Administrativo nº 019/2024 – Pregão Eletrônico SRP nº 013/2024, destinado ao registro de preços para serviços de engenharia voltados à recuperação de estradas vicinais de Centro Novo do Maranhão.
O certame foi homologado pelo valor global de R$ 18.017.499,34. A ação popular que originou o processo questiona a regularidade da contratação e sustenta, entre outros pontos, falta de transparência, deficiência na especificação dos serviços e indícios de sobrepreço.
Um dos números que chama atenção nos autos é a relação entre o tamanho da licitação e a previsão orçamentária municipal. Segundo os documentos apresentados no processo, os R$ 18 milhões representariam mais de 13,5% do orçamento total do Município, enquanto a dotação anual indicada para a Secretaria Municipal de Obras seria de aproximadamente R$ 2,83 milhões.
No recurso apresentado ao TJMA, o Ministério Público afirma que o valor da licitação ultrapassaria em mais de 600% essa dotação anual. A Promotoria também relaciona questionamentos sobre a delimitação e metragem dos trechos das estradas, composição dos custos, possível pagamento em duplicidade para engenheiro civil, taxa de mobilização de máquinas de R$ 162.674 e descarte de propostas que seriam mais vantajosas. O próprio recurso ressalva que esses elementos ainda dependem de instrução e contraditório e não constituem fatos definitivamente reconhecidos pela Justiça.
– Justiça já havia travado contratos e pagamentos
A discussão não começou agora. Em fevereiro de 2025, a Justiça concedeu tutela de urgência depois de considerar que a documentação então apresentada indicava fortes indícios de ilegalidade.
Naquela ocasião, o Judiciário determinou a suspensão de qualquer contrato decorrente da licitação, proibiu repasses de recursos para a empresa Mix Gestão Construção e Locação e determinou ao Município a apresentação de documentos relacionados à publicidade do procedimento.
Essas medidas continuam vigentes.
– MP avançou e buscou afastamento do prefeito
Posteriormente, diante da inércia do autor originário da ação popular, o Ministério Público requereu o prosseguimento da demanda e apresentou manifestação para que Joedson Almeida dos Santos fosse temporariamente afastado da Prefeitura.
Segundo a decisão que posteriormente analisou essa medida, o MP sustentou que a permanência do prefeito no comando da administração poderia representar risco à preservação de provas, aos registros contábeis e à atuação de servidores, além da possibilidade de repetição de expedientes administrativos potencialmente lesivos.
A manifestação ministerial foi apresentada pelo promotor Igor Adriano Trinta Marques em 11 de setembro de 2026.
A Justiça de primeiro grau manteve a suspensão dos contratos, a proibição dos pagamentos e a obrigação de preservar os documentos da licitação. Também determinou nova tentativa de citação do prefeito, desta vez por hora certa na sede da Prefeitura de Centro Novo.
– MP foi ao Tribunal para afastamento cautelar do prefeito
O Ministério Público apresentou o recurso diretamente ao Tribunal de Justiça.
No agravo, o promotor de justiça sustenta que a primeira instância teria adotado um critério excessivamente restritivo ao exigir a demonstração de atos já consumados contra as provas.
A tese ministerial é essencialmente preventiva: na avaliação do MP, não seria necessário esperar que documentos fossem efetivamente destruídos, registros adulterados ou testemunhas intimidadas para só então adotar uma providência cautelar.
O recurso argumenta que devem ser considerados conjuntamente o vulto financeiro da licitação, as irregularidades sob apuração, o caráter predominantemente administrativo das provas, a necessidade de perícias, o fato de documentos permanecerem sob custódia municipal e a posição hierárquica ocupada pelo prefeito.
O Ministério Público enfatiza, entretanto, que não pretende cassar o mandato nem antecipar eventual punição. O que pede é uma medida temporária e reversível para preservar a instrução processual.
– MP pleiteia afastamento por até 90 dias
O pedido principal encaminhado ao Tribunal é para que o relator conceda uma liminar determinando o afastamento temporário de Joedson Almeida dos Santos da Prefeitura de Centro Novo, sem prejuízo de sua remuneração, por período a ser definido pelo desembargador, observado o limite inicial de 90 dias.
Caso o Tribunal considere necessária a manifestação prévia do prefeito, o MP requer que ele seja intimado em prazo reduzido e que o afastamento seja imediatamente reavaliado depois da resposta.
Há ainda um pleito subsidiário. Se o afastamento não for concedido, a Promotoria quer reforçar as cautelares sobre as provas, incluindo preservação integral dos documentos físicos e eletrônicos da licitação, cópias de segurança, manutenção dos registros de auditoria dos sistemas e proibição de destruição, ocultação, retirada ou alteração do acervo documental. O MP também sustenta a proteção contra eventual interferência sobre servidores que venham a prestar depoimento.
– Agora, decisão está nas mãos do TJMA
Com o protocolo do agravo, a discussão sobre o afastamento deixa de ficar restrita à 1ª Vara de Maracaçumé e chega formalmente ao Tribunal de Justiça do Maranhão.
Neste momento, Joedson Almeida dos Santos permanece no exercício do cargo. O Ministério Público buscou seu afastamento, mas a primeira instância negou a medida e o recurso ainda depende de apreciação do TJMA.
Também não existe, nos documentos analisados, decisão definitiva reconhecendo as irregularidades atribuídas aos réus. As alegações envolvendo a licitação de R$ 18 milhões continuam submetidas ao contraditório e à instrução judicial.
O caso tramita originalmente sob o nº 0801921-71.2024.8.10.0096. Já o recurso apresentado pelo Ministério Público recebeu no segundo grau o nº 0830017-25.2026.8.10.0000.
O Blog do Domingos Costa deixa espaço aberto para manifestação do prefeito Joedson Almeida dos Santos, da Prefeitura de Centro Novo do Maranhão e da empresa citada no processo, garantindoj o contraditório e a apresentação de suas versões sobre os fatos.
Alex Ferreira Borralho pediu investigação do CNJ para desembargador Newton Pereira Ramos Neto, do TRF1.
Alex Ferreira Borralho, advogado maranhense, protocolou no CNJ – Conselho Nacional de Justiça, nesta segunda-feira (21), uma Reclamação Disciplinar contra o também maranhense Desembargador Federal Newton Pereira Ramos Neto.
No documento de 20 páginas, número: 0007899-68.2026.2.00.0000, Borralho diz que o Desembargadora do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), caracterizou ato de negligência e total descaso com a imagem do Poder Judiciário na organização de encontro com o banqueiro Daniel Bueno Vorcaro para tratar de interesses deste último em processos em andamento no Poder Judiciário Nacional.
Alex Ferreira narra que Newton Ramos implementou inúmeros pedidos por a Vorcaro visando benefícios e extravagâncias que proporcionariam a sua diversão e de sua esposa (Camilla Ramos) em eventos como hospedagem no Rosewood, Fórmula 1, viagens de avião e no camarote na Sapucaí.
“Essencial destacar que nessas mesmas publicações vem à tona que o escritório de advocacia da esposa do desembargador requerido, identificado como Queiroga, Vieira, Queiroz & Ramos Advocacia, tinha sido contratado pelo Banco Master com honorários equivalentes a R$ 427 milhões em caso de êxito, estando no instrumento contratual a descrição de precatórios adquiridos por Daniel Vorcaro e o valor que esperava receber pelos papeis (importe de R$ 8,5 bilhões de reais).”Descreve.
O advogado autor da Reclamação salienta que existem matérias jornalistas em diversos meios de comunicações que trazem a imagem de prints de mensagens entre o Requerido e Daniel Vorcaro, concernentes, inclusive, a julgamento de processo que ainda iria acontecer, obtendo a resposta de “tudo certo” por Newton Ramos.
“Essencial ressaltar que as conversas divulgadas nas postagens e vinculativas do Requerido (desembargador federal Newton Pereira Ramos Neto), trazem combinação de encontro, menções a eventos com financiamento de despesas por Daniel Bueno Vorcaro, além de apontar para indiscutível proximidade de interesses voltados para as tramitações de desfechos de processos judiciais.”Completa.
Borralho pede ao CNJ seja apurado se existe um comprometimento funcional na atuação do Requerido em benefício de terceiro (Daniel Bueno Vorcaro) e de sua esposa, com contornos de dimensões profundas que realçam relações e conexões econômico-financeiras e interesses privados voltados para aquele e para o Banco Master, com desvio da necessária probidade jurisdicional, tisnando a fundamental presunção de integridade absoluta do Poder Judiciário e ofendendo gravemente o decoro institucional.
O contrato em questão foi celebrado com o escritório Queiroga, Vieira, Queiroz & Ramos Advocacia, que tem como sócia a advogada Camilla Ramos, mulher do desembargador Newton Ramos, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).
Advogada Camila Ewerton Ramos é esposa do Desembargador Federal Newton Pereira Ramos Neto; casal tinha contato direto com o banqueiro Daniel Vorcaro.
Um contrato de advocacia no valor potencial de R$ 427 milhões, localizado em arquivos apreendidos pela Polícia Federal no âmbito do caso Banco Master, passou a integrar o conjunto de informações analisadas pelo Supremo Tribunal Federal. O documento envolve processos relacionados a precatórios que poderiam resultar no recebimento de até R$ 8,5 bilhões por interesses ligados ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. As informações foram divulgadas pelo portal Metrópoles nesta segunda-feira (21).
O material foi extraído do conteúdo apreendido no celular de Vorcaro e posteriormente encaminhado pela Polícia Federal ao STF. Segundo a documentação, o contrato previa honorários correspondentes a 5% dos valores eventualmente recebidos em 12 processos judiciais relacionados a indenizações do antigo Instituto do Açúcar e do Álcool. O Banco Master aparece nos documentos como credor ou cessionário dos créditos.
O escritório contratado é o Queiroga, Vieira, Queiroz & Ramos Advocacia, ligado à advogada Camilla Ramos, esposa do desembargador federal Newton Ramos, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. O acordo estabelecia que os honorários seriam pagos somente em caso de êxito e autorizava o escritório a receber diretamente da União a parcela correspondente aos serviços previstos no contrato.
A conexão com o ministro Kassio Nunes Marques, do STF, aparece nas mensagens atribuídas a assessores de Vorcaro. Segundo a apuração publicada pelo Metrópoles, a expressão “Turma do KN” era utilizada para se referir ao desembargador Newton Ramos e à advogada Camilla Ramos. Nas conversas, “KN” é apontado como referência ao ministro Nunes Marques.
As mensagens também registram contatos relacionados a um julgamento envolvendo precatórios de empresas do setor sucroalcooleiro. Em uma das conversas, Camilla Ramos comemorou o voto de Nunes Marques e o classificou como favorável à tese discutida. O julgamento contou ainda com votos de Dias Toffoli e Edson Fachin no mesmo sentido, enquanto Gilmar Mendes e André Mendonça ficaram vencidos.
Outro conjunto de mensagens trata de pedidos de hospedagem e outros serviços atribuídos ao grupo identificado como “Turma do KN”. Em uma das conversas, um assessor de Vorcaro informa que Newton Ramos havia solicitado uma reserva no Hotel Fasano, em São Paulo, para “KN”. Em seguida, uma assessora encaminha uma mensagem na qual afirma que o ministro Kassio Nunes Marques teria pedido uma tarifa promocional para uma diária. Vorcaro autorizou que a despesa fosse colocada em sua conta, segundo os registros divulgados.
As mensagens também fazem referência a outros benefícios e estruturas de hospedagem e entretenimento, incluindo eventos, camarotes e viagens. Reportagens anteriores baseadas no mesmo material da Polícia Federal apontaram que Vorcaro teria organizado uma hospedagem de luxo no Rio de Janeiro durante o Carnaval de 2025 para uma pessoa identificada nas conversas como “KN”. A PF apontou Kassio Nunes Marques como a possível referência, embora a identificação decorra do conteúdo das mensagens.
O caso ganhou novo peso dentro do STF após o próprio Nunes Marques ter se declarado impedido de participar de um julgamento envolvendo o ministro Alexandre de Moraes. A decisão ocorreu em meio à divulgação de mensagens relacionadas a Vorcaro e a pessoas próximas ao ministro.
Em manifestação divulgada anteriormente, Nunes Marques negou ter votado em favor de Daniel Vorcaro ou do Banco Master e afirmou que nunca trocou mensagens com o ex-banqueiro nem autorizou terceiros a falar em seu nome. Sobre o julgamento dos precatórios, o ministro declarou que inicialmente havia registrado impedimento por ter participado do caso quando atuava no TRF-1, mas posteriormente concluiu que tecnicamente não havia impedimento, por se tratar de uma tese de alcance geral.
A defesa do desembargador Newton Ramos também negou qualquer relação entre sua atuação jurisdicional e os negócios de Vorcaro. Em declaração reproduzida na reportagem original, Ramos afirmou que sua esposa presta serviços jurídicos ao Banco Master e que existia uma relação pessoal anterior com o ex-banqueiro, mas sustentou que nunca julgou causa de interesse da instituição financeira.
O contrato de R$ 427 milhões, portanto, passa a fazer parte de um conjunto mais amplo de documentos e mensagens apreendidos pela Polícia Federal que vêm sendo examinados no caso Master. A existência do contrato e das conversas não comprova, por si só, pagamento de honorários, favorecimento judicial ou prática ilícita por parte do ministro. As circunstâncias e eventuais responsabilidades dependem da análise integral dos documentos e das investigações em andamento.
Um homem identificado como “Erick”, morador do Condomínio Bonavitta Residence Club, bairro do Araçagi, perímetro do município de São José de Ribamar, é a pessoa que nas primeiras horas desta segunda-feira (21) abandonou um carro Jeep Compass, de cor preta, placa GBS5H93 na Avenida Litorânea, na descida para o Parquinho, na região do Calhau, em São Luís.
Conforme apuração do Blog do Domingos Costa, equipes do 40° Batalhão de Polícia Militar foram até o condomínio onde ele mora, para verificar a situação. Ao chegarem ao local, os policiais encontraram várias manchas de sangue dentro do apartamento e uma faca com o homem.
“Erick” disse aos policiais que estava sob efeito de entorpecentes quando teve um surto, se feriu com a faca e, em seguida, abandonou o carro na Avenida Litorânea.
Nenhuma entorpecente foi encontrado no apartamento; o homem está bem e não apresentava ferimentos graves. Ele foi encaminhado ao 7º Distrito Policial, onde prestou esclarecimentos.
Ainda conforme checagem do Blog do DC, a Polícia teve acesso a vídeos que mostram “Erick” lambendo a faca com sangue dentro do elevador do Condomínio Bonavitta.
A investigação da polícia busca saber se “Erick” esfaqueou alguém ou se está falando a verdade que se feriu com a faca.
– Carro foi rebocado para SMTT
Agentes Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes – SMTT, constataram a infração de trânsito e acionaram um caminhão-reboque para a retirada do veículo. Durante a ocorrência, porém, foram percebidas marcas de sangue na porta e no volante do carro.
A chave do carro abandonado e garrafas de bebida alcóolica foram encontradas em seu interior. No porta-malas, também havia uma corda e um saco. Diante da situação, a perícia foi acionada para averiguar as circunstâncias em que o automóvel foi deixado no local.
Intitulada de “Festa da Independência”, realizada neste sábado (19) no município de Maracaçumé, o prefeito da cidade de Centro Novo, Júnior Garimpeiro, decidiu afrontar a Justiça Eleitoral e realizar o sorteio de valiosos prêmios em via pública. No evento foram sorteados um carro Renault Kwid, duas motos Honda Pop110 e mais 50 mil reais em eletrodomésticos.
O sorteio, que na verdade, tratava-se de um ato político, reuniu milhares de pessoas. A alusão “Independência” é uma indireta ao voto livre nestas eleições e em atuação contra os prefeitos aliados ao deputado federal Josimar Maranhãozinho na região do Alto Turi, que atualmente domina a região e é adversário de Garimpeiro.
A distribuição dos prêmios ocorre quando falta apenas duas semanas para o dia da eleição na qual uma das esposas do prefeito é candidato a deputada estadual pelo União Brasil.
Júnior é casado com a primeira-dama Natali Lima, com quem tem duas filhas, e mesmo assim, mantém outro relacionamento público com outra esposa de nome bem parecido: Natalia Silva Melo, candidata à Assembleia Legislativa e considerada a sua “mulher 02”.
É esperado que a Justiça responda duramente contra as ações desenfreadas e afrontosas de Júnior Garimpeiro à legislação eleitoral.
Relatoria de inquéritos no STF sobre adversários e liderança de ala pró-Moraes suscitam críticas
Assessoria diz que ministro ‘não trata e não responde sobre assuntos de política, da qual está afastado desde fevereiro de2024
Flávio Dino, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
Na sabatina a que se submeteu na Comissão de Constituição e Justiça do Senado como requisito para assumir a cadeira de ministro do Supremo Tribunal Federal, em dezembro de 2023, Flávio Dino respondeu a certa altura: “Gosto muito da atividade política (…]. respeito muito a política, a vivo muito intensamente há 17 anos, mas sei que, em merecendo a aprovação aqui na CCJ e no plenário, é claro que eu deixo a vida política em todas as dimensões, inclusive nas redes sociais”.
Não era a primeira vez que Dino enfrentava esse questionamento, até porque a alternância entre as atividades de magistrado e a de político marca a sua trajetória. Iniciou a militância como líder estudantil, fez carreira no direito —sobretudo como juiz federal, por 12 anos—, largou a toga para disputar sua primeira eleição em 2006 (elegendo-se deputado federal pelo PC do B) e permaneceu na política por 18 anos, até ser nomeado por Lula ministro do Supremo.
A transferência do governo Lula (do qual foi ministro da Justiça) direto para a cadeira do STF instaurou uma questão inevitável: ele seria um magistrado com passado político, como prometeu na sabatina, ou um político atuando na magistratura? A dúvida ressurge em momentos agudos, como na sessão da última terça (15) para analisar se o ministro Alexandre de Moraes deve ser investigado pela relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Enquanto analistas como Conrado Hubner Mendes criticaram a atuação de Dino por “pitadas de agressão a Fachin”, “citações de algibeira” e “contradição performativa”, para o bolsonarismo o papel dele como líder da ala pró-Moraes e autor do pedido de vista que suspendeu a análise o transformou em alvo, e nas hostes esquerdistas o ministro foi saudado como combativo —nas redes sociais espocaram palpites de que ele seria o candidato ideal desse campo à Presidência em 2030.
Um futuro novo retorno de Dino à política é desejado também por seus admiradores no lugar onde esse anfíbio de juiz e político foi forjado. À Folha o vice-governador Felipe Camarão (PT), pupilo de Dino e candidato ao Governo do Maranhão, disse que “o Brasil merece ter ele como presidente um dia, depois que acabar a missão dele no Supremo.”
Camarão é uma aposta de Dino, que o alçou à política. O procurador federal e professor de direito virou uma espécie de curinga nos governos do hoje ministro do STF (chefiou quatro secretarias). Foi lançado informalmente candidato por Dino, que, numa aula no ano passado, brincou que Camarão formaria uma “chapa imbatível” tendo a professora Teresa Helena Barros de vice.
Hoje o grupo político outrora liderado por Dino no Maranhão —estado que ele governou por dois mandatos, de 2015 a 2022— vive uma guerra com o do governador Carlos Brandão (MDB), ex-vice de Dino e que lançou o sobrinho Orleans Brandão (MDB) para o governo.
Como a disputa tem ramificações no Judiciário, com vários processos decisivos para a política maranhense sob julgamento do próprio Dino no STF, seus adversários reclamam que ele tem usado a toga para influir nos rumos do poder no estado.
Algumas das ações relativas ao Maranhão sob a relatoria de Dino têm entre os investigados o clá Brandão e aliados do governador, como o dos desdobramentos de um assassinato à luz do dia num centro comercial numa área nobre de São Luís ou o sobre as normas para indicações ao TCE (Tribunal de Contas do Estado).
Já o caso da quebra do sigilo da fonte de um jornalista que publicou reportagens sobre o uso de carros oficiais pela família de Dino —o blogueiro em questão é réu num processo de 2017 acusado de integrar uma rede de extorsão a políticos e empresários do estado- está sob a relatoria de Moraes, aliado do ministro.
Decisões recentes de Dino no caso afetaram os Brandão, como o afastamento de Daniel Brandão, sobrinho do governador, da presidência do TCE e a prisão domiciliar e afastamento do cargo do secretário Raimundo Cutrim, delegado aposentado e aliado dos Brandão.
Dino afirma que não há motivos para se declarar impedido de julgar os casos. Em nota, sua assessoria afirmou que “as hipóteses legais de impedimento estão previstas no Código de Processo Penal e não se aplicam ao ministro no caso em questão”.
Desde que Dino assumiu como ministro do STF, no último movimento da porta giratória entre palanques e tribunais, paira a desconfiança de que ele continuaria mantendo articulações políticas no estado.
Alguns episódios alimentam esse pé atrás. Num dos mais rumorosos, um adversário divulgou, em outubro de 2025, áudios de “dinistas” falando aparentemente em nome do ministro (um deles chega a mencionar ter conversado pessoalmente com Dino) em diálogos para negociar a pacificação com Brandão e a reunificação do grupo.
Nas conversas, os “dinistas” condicionavam a retomada das indicações para o TCE-MA (processo sob relatoria de Dino no STF) à escolha de candidatos a prefeito em alguns municípios, sobretudo Colinas, reduto dos Brandão mas também do deputado federal Márcio Jerry (PC do B-MA), um dos principais aliados de Dino em seu período na política.
Os emissários “dinistas”, segundo o vazamento, seriam Jerry, o também deputado federal Rubens Junior (PT-MA), um dos vice-presidentes nacionais do PT, e Diego Galdino, ex-chefe da Casa Civil do governo Dino e à época secretário-executivo do Ministério do Esporte (foi Galdino quem teria mencionado expressamente que Dino lhe passou coordenadas para o acordo).
“Quando acabou a presidência do (Nelson Jobim no STF; Dino foi seu juiz auxiliar], eu disse: já sei o que vem de novo, o vazio – uma certa inconformidade com a rotina inerente à função de juiz. Foi aí que tomei a decisão difícil, que levou tempos de reflexão, de deixar o Judiciário e voltar para a política partidária. “ disse Flávio Dino em entrevista à revista piaui em 2023, sobre a decisão de 2006.
Os “dinistas” nunca negaram ter dito o que está nos áudios. Na tribuna da Câmara, Rubens Junior se queixou de ter sido gravado ilegalmente pelo grupo de Brandão e contou que foi conversar com Dino a pedido do governador, em busca da pacificação entre os brigões.
Relatou que nessa reunião estavam Dino e o juiz federal Ney Bello, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), amigo do ministro desde a juventude, aos quais anunciou a missão de paz. O ministro responde: “Junior, não estou mais na política. Esse assunto tem que ser resolvido por vocês. Desde que assumi esta cadeira como ministro do STE, tive que sair das conduções políticas”, descreveu o deputado.
Segundo o relato de Junior, ele ainda teria perguntado a Dino: “Flávio, e essa questão do TCE, tem um processo judicial aqui. A resposta dele para mim foi: Processo judicial se trata nos autos, nunca em uma mesa de discussão política”.
O deputado conta que então pediu um conselho a Dino, que teria lhe dito: “Não para esse caso, mas como regra da vida, é melhor buscar a paz e a unidade do que a guerra”.
O vazamento dos áudios provocou o pedido de demissão do secretário Rubens Pereira, pai de Junior, do governo e aprofundou o racha no grupo.
Em outro áudio, que não vazou à época, mas ao qual a reportagem teve acesso, uma voz parecida com a de Rubens afirma que, na negociação com os Brandão, Dino não abriria mão da indicação de Camarão como candidato ao governo, pois “hoje o Felipe é como se fosse um filho pro Flávio”.
Procurado, Rubens Junior declarou: “Fiz um pronunciamento na tribuna [da Câmara] sobre o assunto e dei como encerrado. Esse é um caso que está sendo investigado pela Polícia Federal desde então”. Jerry -que na época também foi à tribuna dar sua versão- reafirmou o que disse então, que os áudios são criminosos, não são da política, são coisa de bandido”.
Galdino não se manifestou nem na ocasião nem agora.
A assessoria de Dino informou que o ministro “não trata e não responde sobre assuntos de política, da qual está afastado desde fevereiro de 2024”. Disse ainda que não responderia “por supostas “críticas políticas’, que não têm relevância para processos judiciais”.
O nome de Ney Bello também apareceu nos vazamentos. Em prints de mensagens que teriam sido encaminhadas por ele a Rubens Pereira, o magistrado supostamente lista cinco atitudes a serem tomadas por Brandão sob a pena de “não chegar em abril [de 2026]”e teria dito que “há alguns inquéritos para estourar e isso vai jogar ele [Brandão] na lama”.
Procurado via assessoria do TRF-1, Bello não respondeu. Na época, não negou o teor das mensagens, mas criticou que “conversas deste tipo estejam sendo citadas por terceiros, com distorções e uso político” e disse que não possuía atividade política partidária nem era relator de qualquer processo envolvendo políticos maranhenses.
O trânsito de Dino entre política e direito já confundiu Lula. Numa entrevista em outubro de 2025, respondendo a uma questão sobre a briga no grupo político nas eleições de 2026, o presidente cometeu um ato falho.
“Eu tenho uma relação com o ex-governador Flávio Dino muito boa”, afirmou. “Temos que fazer com que a aliança política que ganhou a última eleição se mantenha. O Brandão tem responsabilidade, o Flávio Dino tem responsabilidade, os deputados têm responsabilidade, os senadores têm responsabilidade, o vice-governador tem responsabilidade”. Quando Lula disse isso, Dino já era ministro do STF havia um ano e oito meses.
A vereadora do município de Paço do Lumiar, Mary do Mojó, que nestas eleições é candidata a deputada federal não parece muito abalada pelo tato do marido, o ex-vereador Junior do Mojó, está sendo procurado pela Polícia.
Mary continua a campanha normalmente após a justiça maranhense expedir um mandado de prisão definitiva para Mojó cumprir 9 anos e 6 meses de reclusão em regime fechado, além de 159 dias-multa.
A ordem parte da 2ª Vara Criminal de São José de Ribamar e decorre de condenação transitada em julgamento pelos crimes de falsificação de documento público, uso de documento falso e falsidade ideológica.